Os favoritos de 2015!

E para abrir o blog em 2016, nada melhor que um post com os favoritos absolutos de 2015!

Blog Valeu a Compra - Favoritos - Janeiro 2016

Meus escolhidos:

Para os olhos,  de todas as máscaras que tenho, a mais usada nos últimos tempos foi a They’re Real da Benefit. Bom, pra mim, Benefit é o tipo de compra que nunca dá errado. Esta máscara vem em muitos kits da marca e tem miniatura, também, na Sephora. Tenho poucos cílios, são curtos, fininhos e claros, e esta máscara alonga e dá um super volume. Ela só não curva muito, o que eu faço antes com o famoso-melhor-do-mundo curvex do Shu Uemura. Ele é meio difícil de achar por aqui (e se achar vai ser beeeeem caro), mas em sites de fora (alô, eBay) é fácil encontrar por uns 50 reais.

Para os lábios, hidratação nunca é demais. Nunca gostei muito dos tints por causa da textura sequinha (tenho um problema sério com pele seca por causa da psoríase). Mas quando a Benefit (olha ela aí de novo!) lançou os balms para fazer parzinho com seus tints, fui direto no lilás-orquídea maravilhoso da dupla Lollibalm e Lollitint (ela chegou a lançar os kits com as duplinhas de miniaturas lá fora, mas eles não vieram para cá, buá). A cor do tint dura muito tempo e o balm, por cima, desfaz a textura sequinha e super hidrata (e o tint tem a vantagem de ser usado, também, como blush). Se precisar hidratar mais, não tem erro com a Manteiga de Karité da L’Occitane.

Para a face, em tempos de strobing, os iluminadores que mais usei foram as duas versões do Secret Beam da coreana Etude House. Usei o douradinho durante o verão e o outro no resto do ano. Eles têm um brilho discreto super bonito e bem suave que dá pra ir compondo, aos poucos, com um pincel bem fofinho, como esse pincel de blush da mesma marca.

E foi em 2015 que comecei a seguir a rotina coreana de cuidados com a pele. Com poucas semanas, já notei uma super melhora na hidratação, textura e tom da pele e passei a usar bem menos maquiagem. Base, por exemplo, não uso mais. Fico só no M Perfect Cover BB Cream da coreana Missha (que chegou oficialmente no Brasil) e alterno com o Precious Mineral Moist Any Cushion da Etude House (que já mostrei neste post). Os 2 têm proteção solar: respectivamente FPS 42 e 50.

Foi, também, por causa da rotina coreana, que conheci o óleo em balm Naked Cream da coreana VDL. Usava, de início, apenas para remover maquiagem – e é o melhor removedor de maquiagem que já conheci! – e passei a utilizá-lo, diariamente, na limpeza dupla do rosto quando estudei mais sobre a rotina coreana.

Estes foram os meus favoritos em 2015. Quais são os seus?

Beijinhos,
Van

Este post não é um publieditorial.

Os 10 passos da rotina coreana de cuidados com a pele

Finalizei, no post anterior a este, uma série de artigos que explora um pouco do mundo coreano de cuidados com a pele (no final deste texto há uma tabela com todos os passos e os links para cada artigo). Mas por que se inspirar nesta rotina e nos cosméticos coreanos?

Blog Valeu a Compra | Introdução aos cosméticos coreanos e onde comprar

Para os coreanos, cuidar da pele e preocupar-se – bastante – em mantê-la com ótima aparência vai além de uma rotina de 10 passos ou de produtos específicos. Na Coreia do Sul, hidratar e nutrir a pele, protegê-la do sol com protetor solar e guarda-sol, consumir chá antioxidante para prevenir o envelhecimento precoce, tudo isso faz parte de um verdadeiro modo de vida.

Tem-se, então, uma demanda voraz e, principalmente, bem informada sobre cosméticos. Lá, mais importante que termos tecnológicos e milagrosos nos rótulos, cheios de letrinhas que ninguém entende, é a lista de ingredientes: cada coreano conhece muito bem sua própria pele, sabe quais ingredientes são melhores para cada condição a ser tratada e não tem medo de testar produtos e seguir ajustando sua rotina.

Blog Valeu a Compra - Rotina coreana de cuidados com a peleNa outra ponta, obviamente, tem-se uma indústria extremamente competitiva e rica em inovação. Não existe, do lado dos consumidores, lealdade a uma marca. Existem produtos e ingredientes que funcionam melhor em cada caso e os consumidores sabem disso. Para satisfazer este exigente mercado, a indústria coreana atingiu a excelência no que diz respeito à capacidade tecnológica de desenvolver e entregar novos produtos num curto período de tempo. Hoje, muitas marcas ocidentais já mantém um olho aberto na indústria cosmética coreana, fato que ficou muito claro com o advento, do lado de cá do globo, dos BB creams (que não foram inventados lá mas foram amplamente desenvolvidos lá, para saber mais leia este post). Neste ano, a Lancôme correu contra o tempo e se tornou a primeira marca fora da Ásia a desenvolver uma base cushion. Falei sobre isso também neste post.

Mas olhando apenas para a rotina que seguem, o principal objetivo dos cuidados com a pele é a hidratação. Uma pele bem hidratada é uma pele saudável, sem manchas, radiante (ela fica com um aspecto de strobing mesmo sem maquiagem) e com aparência menor de poros e linhas finas. Os coreanos sabem que, apesar da indústria tecnológica que lá há, não existe um creme milagroso que vai apagar rugas e manchas ou sumir com a acne. O que existe é a cultura da prevenção dos problemas de pele e a disciplina.

Vimos que, apesar de muitos passos e produtos, a rotina não é trabalhosa nem demorada e é muito gratificante porque os resultados começam a aparecer rapidamente. Com apenas uma semana não há, ainda, uma mudança visual perceptível mas já é possível notar uma melhora na textura da pele, melhora esta que fica evidente quando se aplica maquiagem. Uma pele mais hidratada, uniforme e “lisinha” precisa de menos maquiagem, os produtos deslizam mais fácil e são melhor absorvidos, e o resultado da make é muito melhor. Com duas semanas, já há uma mudança visível no aspecto da pele.

Um ponto super positivo da rotina é que, justamente porque ela possui várias etapas e produtos, quando é preciso fazer algum ajuste não é preciso trocar todos os produtos. Aqui no ocidente, quando alguém quer tratar uma pele muito oleosa com acne, por exemplo, é comum usar todos os itens da rotina para este fim: sabonete para pele oleosa, tônico adstringente, hidratante sem óleo, protetor solar em gel. Na rotina coreana, não. Os produtos têm formulações muito suaves e, identificado o tipo de pele (que só sofre alterações ao longo de anos), pode-se passar muito tempo com os mesmos produtos de limpeza, o mesmo tônico, a mesma essência, alterando, pontualmente, um sérum ou um hidratante, quando necessário.

Para segui-la não é preciso, necessariamente, recorrer somente às marcas coreanas mas algumas categorias de produto só existem na Ásia, por enquanto, como é o caso da essência.

Segue, abaixo, um quadro com o link para todas as etapas que descrevi nos posts anteriores. Apenas para referência, identifiquei, no quadro, quais destas etapas sigo na minha rotina diurna e quais sigo na rotina noturna. Mas como mencionei no post inicial da série, a melhor amiga desta rotina é a observação: estude e entenda sua pele, observe como ela responde aos cuidados e vá fazendo testes, alterando produtos e ajustando quantidades, até encontrar o melhor roteiro para você.

etapa manhã/noite link
Introdução: o livro que me inspirou a escrever os posts
Valeu a Compra - rotina noturna Limpeza com óleo
Valeu a Compra - rotina diurna Valeu a Compra - rotina noturna Limpeza com espuma
Valeu a Compra - rotina noturna Esfoliação
Valeu a Compra - rotina diurna Valeu a Compra - rotina noturna Tônico
Valeu a Compra - rotina diurna Valeu a Compra - rotina noturna Essência
Valeu a Compra - rotina noturna Sérum e/ou ampola
Valeu a Compra - rotina noturna Máscara hidratante
Valeu a Compra - rotina diurna Valeu a Compra - rotina noturna Creme para área dos olhos
Valeu a Compra - rotina diurna Valeu a Compra - rotina noturna Creme ou gel hidratante
10ª Valeu a Compra - rotina diurna Protetor solar

Quer saber onde comprar cosméticos coreanos? Confira este post.

Beijinhos,
Van

Este post não é um publieditorial.

Óleo: amigo ou vilão?

Por muitos anos na cosmética aqui do ocidente, o óleo foi condenado como inimigo da pele. Nos cabelos então, nem pensar! O mais próximo que chegávamos de gotinhas de brilho eram os séruns de silicone, lembram-se? Pele ou cabelos oleosos eram um big no-no e, claro, óleo como ingrediente de produto de cuidado ou tratamento era, praticamente, um absurdo.

A coisa foi tão assustadora que chegou-se à máxima de tornar sinônimo de pele oleosa aquele aspecto radiante de uma pele jovem e saudável (produzido graças aos óleos naturais da própria pele que existem, justamente, para manter a hidratação). Foi então que o mercado lançou uma enxurrada de produtos sem óleo e/ou para combater a oleosidade e maquiagens de efeito mate. Acabou-se todo o brilho, inclusive o saudável.

Pausa aqui, porque sentindo falta desse brilho, já bem mais tarde, passaram a lançar uma enxurrada de iluminadores. Ou seja: primeiro você tira todo o aspecto radiante natural da sua pele, cobre tudo isso com maquiagens opacas de efeito mate, e finalmente você cria o brilho artificial.

Então perceberam (consumidores e marcas)  que todo este universo de produtos antioleosidade estava ressecando as peles. E reintroduziram os óleos. Já notaram como hoje há óleo para tudo? Os vidrinhos minúsculos de silicone para os cabelos foram substituídos pelos frascos e vidros grandes de óleo e nem é só mais para o cabelo. São gotinhas de óleo para o rosto, óleo de toque seco que mesmo a pele oleosa pode usar, óleo de múltiplo uso, óleo rejuvenescedor com vitamina C, sabonete líquido em óleo, hidratante labial em óleo… A verdade é que o óleo não é vilão, é seu amigo.

Blog Valeu a Compra - óleo vilão ou amigo?

Os sabonetes para o rosto, antes “sem óleo” e feitos para remover e prevenir a oleosidade (gente, e a hidratação?) hoje são “espumas suaves que mantêm a hidratação natural”. O strobing, que já falei aqui no blog e que todo mundo andou falando mas que não é nada novo, é só uma gambiarra (isso mesmo) pra devolver o brilho à pele que foi tirado com todo o arsenal de produtos sem óleo e maquiagem de efeito mate que foi jogado no mercado.

Gosto muito da maquiagem coreana porque, na Coreia do Sul, favorecer o aspecto radiante da pele não é uma novidade, é algo antigo e tão importante às coreanas que lá, há tempos, já existem hidratantes e primers e BB creams, bases cushion, pó e todo tipo de produto que você imaginar que garanta um pouco de glow ao rosto. Glow que, muitas vezes, só se consegue com um bom hidratante (leia-se: com óleo vegetal em sua composição) ou com o próprio óleo. E para remover o excesso de oleosidade das peles mais propensas e dos dias de calor as asiáticas usam folhinhas absorventes que tiram o excesso superficial e não a hidratação natural produzida pela pele.

Eu nunca caí nesta falácia do óleo vilão porque minha pele é um caso muito complicado. Tenho psoríase, como sabem, e a pele do meu rosto é mista mas por causa da psoríase as partes secas ficam extremamente ressecadas e a parte oleosa é super sensível e problemática, reagindo (normalmente mal) à maioria dos produtos. E óleo sempre foi meu amigo, mesmo tendo a pele mista (e, sim, aplico óleo mesmo nas partes já oleosas).

Óleos minerais x vegetais

Apenas um cuidado é importante: existem os óleos minerais, derivados do petróleo, e os vegetais. Numa explicação muito simples (e acho que basta para o propósito do post), o óleo mineral é perfeito em criar uma barreira que protege pele e cabelos de agentes externos e que garante, assim, a hidratação. O problema é que ele apenas cria essa barreira, ele não é absorvido pela pele ou pelos cabelos, e ele mantém a hidratação se ela já existe. Há quem diga que o uso prolongado de óleos minerais pode causar o ressecamento da pele e do cabelo já que a gente vai removendo a hidratação natural com o uso de detergentes presentes nos sabonetes e xampus e não repõe isso, já que este óleo não é absorvido. O óleo vegetal, este sim promove, gera uma hidratação, ajuda a aumentar a hidratação natural, e é absorvido pela pele e cabelos. Os óleos vegetais, no entanto, tem um custo maior de produção, o que se reflete no produto final, e o que faz muitas marcas recorrerem ao óleo mineral em seus produtos.

Para os cabelos: silicone x óleo

Os silicones garantem um brilho imediato aos fios e também criam uma barreira de proteção como os óleos minerais. Mas não garantem hidratação. Neste aspecto, os óleos vegetais são uma melhor pedida. Os silicones também possuem uma proteção inerente aos raios ultravioletas, mas se quiser garantir uma proteção transparente (conhecendo o exato FPS oferecido) e que abranja todos as frequências nocivas, é melhor recorrer a um produto específico para este fim.

Aplicações

O óleo tem apenas uma finalidade: promover a hidratação. Prefira os vegetais, já que os minerais apenas criam uma barreira de proteção e não hidratam. Os novos óleos chamados de “toque seco” são mais levinhos, menos encorpados do que os conhecidos óleos de banho, e ao espalhar na pele são rapidamente absorvidos, deixando um glow sem aspecto oleoso. Alguns deles são de múltiplo, ou seja, podem ser aplicados no corpo, rosto e cabelos.

Meus favoritos? O Huile Prodigieuse, da francesa Nuxe, para rosto e corpo (no rosto, uso umas 3 gotas pela manhã e à noite. Coloco na palma da mão, esfrego uma mão na outra para uma leve aquecida e aplico. Também misturo com a base ou o BB cream durante a maquiagem. Ele pode ser usado nos cabelos, mas não gosto muito). O óleo da Nuxe é vegetal, livre de silicone, conservantes e óleo mineral, e composto de 97,8% de ingredientes naturais. Já uso faz um tempo, mesmo antes da Nuxe chegar no Brasil, eu importava antes. Pra quem quiser experimentar, na Sephora tem miniatura por 24 reais. Para os cabelos, fico com o clássico óleo de argan da Moroccanoil.

E, claro, acho que nem preciso dizer que fujo de tudo que é acabamento mate na maquiagem. Essa história de batom fosco, base sequinha, nada disso funciona comigo.

E você? Usa óleo? Não usa? Adora? Abomina? Deixe seu comentário!

Beijinhos,
Van

Este post não é um publieditorial.

Uma maquiagem bem natural

Com frequência, comento aqui no blog como gosto mais do estilo coreano de se maquiar do que do nosso estilo brasileiro super espelhado no americano. Mas quais são as diferenças?

Blog Valeu a Compra - Maquiagem coreana

Penso que a questão mais gritante é que as ocidentais utilizam a maquiagem para desenhar seu rosto. As bases do lado de cá do globo tem forte cobertura. Junta-se a elas muito corretivo, pó, e a “técnica” de contorno. Pausa aqui: coloco “técnica” entre aspas porque para alguns maquiadores não é uma técnica. Não nasceu nas passarelas, não nasceu das mãos dos artistas de maquiagem. Nasceu nas selfies das redes sociais. Alguns maquiadores pensam, inclusive, que esse lance de contorno não é nada bonito. A Bobbi Brown disse publicamente que esse negócio faz a pessoa parecer que está com sujeira no rosto e que não existe maquiador, por melhor que seja, capaz de fazer a “técnica” ficar bonita.

Mas voltando ao assunto, até os BB creams por aqui são diferentes. Na Ásia, sua função é uniformizar um pouco o tom da pele mas principalmente hidratá-la e oferecer um super FPS, normalmente 50. Por aqui, o BB é muito mais parecido com uma base. Mais encorpado, com mais cor e quase não apresenta um outro cuidado com a pele ou um FPS alto. Falei sobre isso neste post.

Na Coreia, a maquiagem é utilizada para realçar a beleza natural da pele. Por este motivo, as coreanas são muito disciplinadas (e bitoladas) em sua rotina de cuidados. E aí, a maquiagem, em vez de desenhar o rosto, destaca qualidades que são tão importantes para elas, como o glow que só uma pele muito bem hidratada pode ter – e que é sinônimo de juventude. De novo, temos no ocidente maquiadores que também pensam assim. Tim Quinn, diretor de maquiagem e arte da Armani, diz que no backstage a preparação da pele leva meia hora, e então a maquiagem pode se resumir a 2 minutos.

Strobing, glow, pele iluminada

Não importa o termo. Apesar de strobing virar burburinho por aqui recentemente, a pele iluminada é uma característica tão importante para as coreanas que lá, faz tempo, existe uma série de produtos com “iluminador embutido” (como o Etude House Any Cushion Pearl Aura que mostrei aqui) ou que adicionam esta característica a um produto, como o Luminous Goddess Aura Beam da Tony Moly ou o Nymph Aura Volumer da Etude House, que devem ser misturados ao BB cream.

Blog Valeu a Compra - Etude House Nymph Aura Volumer

Etude House Nymph Aura Volumer
Deve ser misturado ao BB cream para deixar a pele iluminada

As cores

A maneira de colorir olhos e lábios também é diferente. O esfumado da sombra é mais sutil, normalmente feito com uma ou duas cores apenas. O delineado é super importante, com o traço grosso partindo do centro do olho para o canto exterior. Cílios postiços são bastante usados.

Uma “moda” dentre as coreanas é o aegyo-sal, que significa “sorrir com os olhos” e é o nome utilizado para o traço feito sob os olhos com um iluminador e uma sombra marrom e que cria a ilusão de uma “bolsa”, enfatizando a gordurinha que se tem nesta região (não exatamente aquela bolsa de olhos inchados e cansados, mas uma menor que traz um aspecto “fofo” ao olhar).  Existe até produto pra isso.

Blog Valeu a Compra - Etude House Cute Eyes Maker

Etude House Dear Girls Cute Eyes Maker

E, nos lábios, o que mais se vê é a cor aplicada com efeito gradiente. Esfumado escuro no centro e gloss sobre toda a boca, para finalizar.

Blog Valeu a compra - Lábios gradiente

Quer ver uma make inteira na prática?

E vocês, o que preferem?

Beijinhos,
Van

Este post não é um publieditorial.

Testei: Etude House Precious Mineral Any Cushion Moist e Pearl Aura

Nos produtos de beleza, o termo cushion refere-se a um formato de acomodar maquiagem fluida em estojos que antes eram utilizados só para maquiagem sólida ou – no máximo – em creme. O produto fluido é embebido numa almofadinha que está presa no estojo. Como aplicador, vem uma esponjinha bem densa que “pega” o produto pra depositar na pele mas não o absorve (evitando desperdício) e permite uma aplicação bem suave.

Blog Valeu a compra - Etude House Any Cushion

Etude House Precious Mineral Any Cushion Pearl Aura

Este formato nasceu na Coreia do Sul (de novo ela!) uns anos atrás mas começou a ganhar o ocidente somente neste ano depois que a Lancôme lançou a Miracle Cushion.

Muita gente chama este formato de base cushion, mas a verdade é que as marcas coreanas colocam no estojo, também, primers, BB e CC creams, não só bases. O termo refere-se, portanto, ao modo em como a maquiagem é armazenada e não ao tipo de produto.

Valeu a compra - cushion foundation

Olhando de pertinho para a cushion…

Etude House Any Cushion

A linha Precious Mineral Any Cushion da Etude House tem 4 produtos diferentes usando este formato.

A original Any Cushion funciona como uma base tradicional de leve cobertura e está disponível em 3 tons de pele.

A versão Magic é um CC cream que ajuda a corrigir e uniformizar a tonalidade da pele. Está disponível em 3 tons corretores: rosa, verde e pêssego.

As duas versões que vou mostrar aqui são a Moist na cor Light Beige e a Pearl Aura na cor Light Pearl Aura.

Blog Valeu a compra - Etude House Any Cushion

Etude House Any Cushion nas versões Pearl Aura e Moist

A Moist é um BB cream bem hidratante que, segundo a Etude, pode ser usado também como CC cream, ou seja, deveria ajudar a corrigir a tonalidade da pele.  Minha pele é bem sensível e sempre tá vermelhinha. Achei que o produto funcionou bem como BB cream mas não achei que aliviou muito a questão da vermelhidão. Quando tirei as fotos até que a pele não estava no seu pior dia. Bom pra mim, ruim para as fotos.

Vale lembrar que os BB creams coreanos são diferentes dos ocidentais. São mais levinhos em suas texturas (porque foram criados para ser usados no forte verão de lá) e apresentam FPS bem alto, normalmente 50. Os ocidentais são mais parecidos com uma base, mais encorpados, com mais cor e com maior cobertura, e costumam ter FPS bem mais baixo. Falei sobre isso neste post.

A versão Pearl Aura é uma base que já vem com iluminador. O produto foi a escolha editorial no mês de maio da revista americana Allure. A base é bem leve mas é preciso aplicar com cuidado porque o iluminador é o destaque do produto.

Antes & depois

Justamente para mostrar a cobertura não usei nenhum outro produto na pele, ok? Nem primer, nem hidratante, nem nada.  E é claro que os produtos vão funcionar melhor na pele perfeita das coreanas de 20 anos do que numa ocidental de 35 anos com pele sensível e psoríase =P

Apliquei a versão Moist no rosto inteiro e, depois, usei a Pearl Aura na zona T.

Blog Valeu a compra - Etude House Any Cushion Moist e Pearl Aura

Esquerda: sem maquiagem. Direita: Any Cushion Moist no rosto inteiro e Pearl Aura na zona T. Clique para ampliar

O que tem a mais na segunda foto: máscara para cílios Jumbo da Innisfree, lápis iluminador para olhos e boca da Jane Iredale, batom líquido Hourglass Opaque Rouge na cor Icon só no centro dos lábios, gloss Woo~ Baby #2 da Etude House e um pouquinho do iluminador Secret Beam da Etude House no ossinho acima das bochechas.

Blog Valeu a compra - Etude House Any Cushion Moist e Pearl Aura - Jumbo Inisfree, Jane Iredale Highlighter, Secret Beam

Conclusão

O lado bom realmente é a embalagem. Facilita carregar o produto na bolsa, reaplicá-lo, e muitas marcas coreanas oferecem o refil da maquiagem normalmente pela metade do preço do produto no estojo.

Mas é um produto caro. Porque, como mencionei, pode muito bem ser um BB cream comum, que você já usava, que vinha em frasquinho convencional de maquiagem fluida, e vem bem menos produto quando se confina tudo num estojinho. Os estojos da Etude vem com 15g de produto por 18 dólares contra 60g por 15 dólares do BB cream da mesma linha Precious Mineral. Em tempos de strobing, a Pearl Aura vale à pena, já que ele só existe neste formato por enquanto. É isso! ;)

Beijinhos,
Van

Este post não é um publieditorial. 

Tendência: você sabe o que é “strobing”?

Há algumas semanas, o termo “strobing” começou a pipocar nos sites, blogs e revistas de beleza. E adivinhe: não é nada novo. Apenas deram um novo nome à boa e velha técnica de iluminação de alguns pontos onde a luz naturalmente toca o rosto.

Blog Valeu a Compra - strobing

É o fim da técnica de contorno e realce? Pode ser, o que eu acho bom porque particularmente não curto esse lance de contorno a la Kim Kardashian. Até acho que em algumas ocasiões esta técnica pode ser bacana. Uma festa de casamento, uma formatura, iluminação suave e difusa… Mas muita gente adotou isso como maquiagem do dia-a-dia, e às vezes literalmente à luz do dia. Desnecessário.

Seria a técnica de contorno e realce sem o contorno? Algo tipo “um x-salada sem salada”? Talvez, numa definição muito simplificada. Mas, apesar do conceito ser simples, a prática pode não ser tão simples assim. O strobing resulta em uma maquiagem de aspecto bem mais natural e, por isso, presta uma atenção redobrada à preparação da pele. Seria algo como: “olha como minha pele é jovem e hidratada e tão bem cuidada que já é ‘naturalmente’ radiante”.

Na Coreia do Sul, no entanto, favorecer o aspecto radiante da pele não é uma novidade. É algo antigo e tão importante às coreanas que lá, há tempos, já existem hidratantes e primers e BB creams, bases cushion, pó e todo tipo de produto que você imaginar que garanta um pouco de glow ao rosto. Tem até um creminho para ser misturado à base ou BB cream e adicionar essa característica, o Nymph Aura Volumer da Etude House.

Já o ocidente é bem esquisito – e confuso. Porque houve um tempo em que até mesmo o aspecto radiante natural de uma pele jovem bem cuidada foi condenado. Chegou ao absurdo disso virar sinônimo de pele oleosa e foi então que o mercado lançou uma enxurrada de produtos sem óleo ou para combater a oleosidade (ou as duas coisas) e maquiagens de efeito mate. Acabou-se todo o brilho.

Depois, sentindo falta desse brilho, passaram a lançar uma enxurrada de iluminadores. Ou seja: primeiro você tira todo o aspecto radiante natural da sua pele, cobre tudo isso com maquiagens opacas de efeito mate, e finalmente você cria o brilho artificial.

Então perceberam que todo este universo de produtos antioleosidade estava ressecando as peles. E reintroduziram os óleos. Já perceberam que hoje há óleo para tudo? Não é só mais para o cabelo. São gotinhas de óleo para o rosto, óleo de toque seco que mesmo a pele oleosa pode usar, óleo de múltiplo uso, óleo rejuvenescedor com vitamina C, hidratante labial em óleo… Vai entender. Mas vamos voltar ao assunto principal deste post.

Como conseguir o strobing?

Antes de começar, revise os produtos que você já utiliza e afaste todos aqueles que possuem alguma forma de acabamento mate ou aveludado. Começar com um produto assim é começar errado.

E quanto falo em glow, aspecto radiante da pele, iluminador, etc. não estou falando daqueles cremes cujo brilho tem um aspecto de partícula, como glitter. Guarde estes para o carnaval.

1. Hidrate

A técnica requer uma pele bem cuidada e o principal segredo de uma pele bem cuidada é a hidratação. Assim, escolha um hidratante de acordo com o seu tipo de pele e use-o religiosamente. Se ele já tiver a característica de oferecer ou realçar o aspecto radiante, melhor. Recomendo: Phyto White Glow Essence da coreana Beyond.

Em seguida, aplique algum produto que ajude a uniformizar a tonalidade da pele mas que seja leve. Uma base talvez não seja a melhor escolha. Um BB cream é uma boa opção. Se for coreano ou japonês, melhor, já que os BBs ocidentais são muito parecidos com uma base. Confira este post para saber a diferença. Recomendo o Precious Mineral Any Cushion Pearl Aura da Etude House.

2. Saiba escolher o iluminador

Escolha um iluminador de acordo com o seu tom de pele. Lembre-se: o resultado deve ser sutil, e não um revival dos anos 90. Gosto muito do High Beam da Benefit e de seu “colega”, muito parecido, o Crystal Light da coreana Tony Moly na cor Gold Beam.

Update: testei o Secret Beam da Etude House na versão Pink & White e super recomendo! O pó é finíssimo, o que garante um acabamento acetinado, iluminado e suave, não tem como errar. Disponível no testerkorea.com por um pouquinho mais de 6 dólares (os preços estão em won coreano mas o carrinho é convertido para dólares).

Blog Valeu a Compra - Etude House Secret Beam

3. Aplique o iluminador nos pontos certos

Aplique o iluminador somente nos pontos onde a luz naturalmente toca o rosto. Não é nada muito diferente do que você provavelmente já fazia quando usava a técnica de contorno.

 

4. Suavize

O resultado tem de ser sutil. Após aplicar o iluminador, espalhe bem com os dedos, pincel ou uma esponja para garantir um aspecto suave.

É isso! Quem vai tentar? Comente! ;)

Van

Este post não é publieditorial.